Livro de Orações da JMV

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Saímos a Seu Encontro

Os nossos agradecimentos ao Pe. Vicente de Dios, CM, ao Pe. Martim Burguete, CM, a Edurne Urdampilleta, a Glória Santillán, ao Conselho e Secretariado Internacionais da JMV e a todos aqueles que contribuíram com sua valiosa ajuda na elaboração deste livro.

Muito obrigado.

EDIÇÃO E DISTRIBUIÇÃO

Secretariado Internacional
Juventude Mariana Vicentina
Marian Center Building | 959 San Marcelino Street | Ermita, Manila 1000, Philippines
Telefone: +63 272 176 465 | +63 917 623 6172

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Web: www.jmvinter.org

Queridos amigos:

A Primeira Assembleia Geral da JMV (Roma 2000) determinou: «O Secretariado Internacional, em colaboração com o Conselho Internacional, elaborará, para toda a Associação, um livro de orações que nos ajude a manter o espírito de oração em comum e reforce o nosso sentido de pertença à Associação. Para realizar este projeto, solicitar-se-á a todos os países os seus próprios materiais de orações» (Documento Final, n.º 1.2). Você tem em suas mãos um sonho que se tornou realidade. 

Tentamos reunir neste livro as principais orações com as quais nos identificamos e que ressaltam as notas características da JUVENTUDE MARIANA VICENTINA. Como não poderia deixar de ser, damos liberdade aos Conselhos Nacionais para que estes possam usá-lo e ampliá-lo da maneira que julgarem mais conveniente.

Esperamos que este livro favoreça:

  • O apoio mútuo através da oração diária;
  • A beleza de nossas orações dirigidas a Deus e o interesse de outros jovens pela oração;
  • A presença da oração em nossos encontros de catequese, formação, apostolado, serviço e evangelização e que a oração faça parte de nossa vida quotidiana natural e espontaneamente;

Que a Virgem Maria, exemplo de oração para a JMV, impulsione maternalmente a nossa vida de oração e a dos nossos grupos, para que, como São Vicente, sejamos verdadeiramente contemplativos em nossas ações.

Conselho Internacional da JMV
Outubro, 2002

 oração é uma das atividades mais belas e profundas que o homem pode realizar. Através da prática incessante da oração, o homem alcança tal profundidade e renovação interior que pode-se tornar «obra» de Deus na oração e através da oração. Jesus é o autêntico exemplo e mestre de oração para o cristão. Maria também foi uma mulher contemplativa: «Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração» (Lc 2,51). São Vicente de Paulo viveu sempre com a certeza do grande valor da oração: «Um homem de oração será capaz realizar o impossível» (Coste IX,83; CEME XI,778).

Orar é viver; não é imaginar nem sonhar, mas sim acordar do «sonho» ao qual estamos presos. Orar é despertar, um constante amanhecer; um contínuo despertar da vida, na vida… e para a vida. A outra oração (a que está fora da realidade da vida, que finge e adormece, que é refúgio e fuga…) não é oração. A oração também não é «pensar profundo em Deus», pois passar muito tempo entre pensamentos não basta numa relação interpessoal. Orar é dialogar com Deus no mais profundo do nosso coração. À medida que Deus Se revela e O conhecemos melhor, a oração torna-se espontânea, como um chamado recíproco, um diálogo no qual Deus chama e vai ao encontro do homem («Onde estás?»… Gn 3,9-13) e o homem dá sua resposta («Eis que venho, ó Deus, para fazer a tua vontade» Hb 10,5-7). Por isso mesmo, Santa Terezinha de Jesus afirma que a oração «é uma prova de amizade; é estar a sós com Aquele que sabemos que nos ama». Quem chega a descobrir a Deus, a Cristo, torna-se «amante»; e aquele que ama está em sintonia, procura estar sempre perto, dialogar…

É preciso viver a oração, ou, em outras palavras, o encontro com Deus. Uma coisa é pensar em escalar a montanha, e outra muito diferente é escalá-la realmente. Só se alimenta aquele que come, não basta ler o menu do restaurante; também só se sacia a sede bebendo água, não basta olhar a fonte. É caminhando que se aprende a caminhar e orar só se aprende orando.

O coração do homem, infinitamente necessitado de amor, vai ao encontro amoroso de seu Deus levado por uma nostalgia insaciável; quer dar sentido e radiante de Deus; sente-se como um raio, cuja existência depende do próprio sol. Como poderia existir desligado d’Ele? «Ser em Deus», numa comunicação e comunhão de amor.

Por meio da oração, estamos com Deus e experimentamos o Seu Amor. «Estar» simplesmente é uma atitude que não exige muito esforço de nossa parte, já que costumamos dar muito valor às nossas ações, ao nosso trabalho e condicionamos a nossa existência ao rendimento e à eficácia.

Por isso, é mais importante «estar» do que «fazer» na oração, valorizando a capacidade de sermos conscientes de que estamos aqui e agora numa atitude ativa e passiva ao mesmo tempo. Ao orar, às vezes nos preocupamos muito com o que dizemos ao Senhor, com o que pensamos, raciocinamos ou fazemos, com os propósitos que assumimos… tanto é assim que, às vezes, nos esquecemos do Senhor e só nos lembramos de nós mesmos, dos nossos problemas e debilidades. Jesus diz: «Quando orardes, não multipliqueis vossas palavras… porque o vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes que vós lho peçais» (Mt 6,7-8).

Assim, com a ajuda deste pequeno livro, queremos estimular-lhe a «estar» em oração, concentrado, em paz no mais profundo do seu ser e numa atitude de silêncio e acolhimento. O silêncio possibilita o autoconhecimento e, ao mesmo tempo, a aptidão para receber e acolher a Deus, Sua revelação e Sua voz no mais íntimo de nossa alma. Atualmente, temos pouca capacidade para permanecermos em silêncio e sermos acolhedores e receptivos diante da presença amorosa de Deus. «Falai, Senhor; vosso servo escuta» (1Sm 3,9).

Todo e qualquer encontro profundo entre pessoas conduz a uma autêntica expressão, a uma revelação da intimidade das mesmas. Tal revelação íntima faz surgir uma amizade autêntica e só é possível quando as pessoas estão com seus corações em silêncio, atentos e receptivos. Assim sendo, devemos possibilitar as condições adequadas para que este encontro aconteça e dar início a esta tarefa delicada.

Alguns meios:

Tendo já bem definido o elemento primordial (nossa disposição) analisemos alguns meios.

Levando em conta que somos jovens e estamos num processo de aprendizagem, às vezes devemos fazer a nossa parte oferecendo meios capazes de nos ajudar nesse encontro e centrando nossa atenção nessa presença viva.

  • Pode ser de grande ajuda um símbolo, uma vela, a Palavra, um texto selecionado etc…. também podemos repetir uma palavra, frase ou uma breve oração, lentamente, seguindo o ritmo da respiração;
  • Também pode ser de grande valia um sentimento, um gesto, uma canção…
  • Ainda pode ajudar um pensamento ou uma reflexão…
  • Um encontro com os mais pobres e necessitados, um fato ou testemunho de vida…
  • E, para os que já estão habituados, o próprio silêncio.

Mas é preciso lembrar sempre que não podemo-nos limitar a estes meios, como se os mesmos fossem o fim em si mesmos. Eles são «pontes» que nos ajudam e facilitam o encontro pessoal, íntimo e amoroso com Deus. Não nos esqueçamos disso.

Com o intuito de facilitar este encontro com Deus, damos algumas sugestões para a oração individual e a para as celebrações em grupo, sugestões inspiradas na espiritualidade Mariana e Vicentina da nossa Associação. Esperamos que elas sirvam para despertar em você esta atitude de oração.

Na espera pentecostal do Espírito Santo e unindo suas orações às orações dos discípulos, a Santíssima Virgem Maria tornou-se exemplo para a Igreja; que Ela conceda a todos os jovens da JMV do mundo inteiro o dom da oração incessante e do silêncio; que nos dê uma capacidade profunda para a entrega ao serviço em favor dos pobres e de outros jovens.

Orações da JMV

Vem, Espírito Santo, e envia do alto do céu um raio da Tua luz.
Vem, pai dos pobres, doador da divina graça e luz dos corações.

És consolo e defensor, amável hóspede dos corações e alívio incomparável.
És descanso no trabalho, brisa no calor ardente e consolo na aflição.

Ó ditosa luz divina, ilumina plenamente o coração dos Teus fiéis.
Sem Ti não pode haver em homem algum, jamais, inocência nem bondade.

Vem livrar-nos do pecado, abrandar a nossa aridez e curar as nossas feridas.
Concede-nos que possamos superar a nossa obstinação, vencer a nossa apatia e nos guardar no bom caminho.

Àqueles que creem em Ti e em Ti confiam, concede os Teus sete dons sagrados.
Como prêmio da virtude, dá-lhes a felicidade e a alegria eterna. Amém.

Orar com Maria: Para Maria, orar significou constatar a grandeza de Deus em si mesma e considerar-se fruto desta grandeza. Orar consiste em reconhecer a Deus como «meu Deus», aquele que me ama e me considera um filho predileto, sem um motivo específico. A oração Mariana é um diálogo com Deus- Pai; uma constante procura da fé.

«Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós».

Magnificat

A minha alma engrandece ao Senhor
e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador;
pois, ele viu a pequenez de sua serva,
desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita.

O Poderoso fez por mim maravilhas
e Santo é o seu nome!
Seu amor, de geração em geração
chega a todos que o respeitam.

Demonstrou o poder de seu braço,
dispersou os orgulhosos.
Derrubou os poderosos de seus tronos
e os humildes exaltou.
De bens saciou os famintos
e despediu, sem nada, os ricos.

Acolheu Israel, seu servidor,
fiel ao seu amor,
como havia prometido a nossos pais,
em favor de Abraão e de seus filhos,
para sempre. Amém.

 
Sob a vossa proteção

À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades,
mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita.

 
Salve Rainha

Salve, Rainha, Mãe de misericórdia,
vida, doçura e esperança nossa, salve.

A Vós bradamos, os degradados filhos de Eva,
a Vós suspiramos, gemendo e chorando,
neste vale de lágrimas.

Eia, pois, Advogada nossa,
esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei.
E, depois deste desterro, nos mostrai Jesus, bendito fruto do Vosso ventre.

Ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria.

Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Amém.

 
Ave, Ó Rainha dos Céus (Ave Regina Caelorum)

Deus Vos salve, Rainha dos Céus,
Deus Vos salve, Rainha dos Anjos,
Deus Vos salve, Raiz e porta por onde veio a luz ao mundo.

Alegrai-Vos, ó Virgem gloriosa, a mais bela entre todas as mulheres.

Santa Mãe de Deus, intercedei por nós, diante do Vosso Filho.

 
Rainha do Céu

V: Rainha do Céu, alegrai-Vos, Aleluia!
R: Porque Aquele que merecestes trazer em Vosso ventre, Aleluia!

V: Ressuscitou como disse, Aleluia!
R: Rogai por nós a Deus, Aleluia!

V: Alegrai-Vos e exultai, ó Virgem Maria, Aleluia!
R: Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, Aleluia!

 
Angelus

V: O anjo do Senhor anunciou a Maria.
R: E ela concebeu do Espírito Santo.
Ave Maria…

V: Eis a escrava do Senhor.
R: Faça-se em mim segundo a Vossa Palavra.
Ave Maria…

V: E o Verbo Se fez carne.
R: E habitou entre nós.
Ave Maria…

V: Rogai por nós Santa Mãe de Deus.
R: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos: Infundi, Senhor, como Vos pedimos, a Vossa graça nas nossas almas. Para que nós, que pela Anunciação do Anjo conhecemos a Encarnação de Cristo, Vosso Filho, pela Sua Paixão e Morte na Cruz, sejamos conduzidos à gloria da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.

 
Lembrai-vos
(Da novena da Medalha Milagrosa)

Lembrai-Vos, ó piíssima Virgem Maria,
que nunca se ouviu dizer
que algum daqueles que têm recorrido
à Vossa proteção,
implorado a Vossa assistência
e reclamado o Vosso socorro,
fosse por Vós desamparado.

Animado eu, pois, com igual confiança,
a Vós, Virgem entre todas singular,
como a Mãe recorro, de Vós me valho e,
gemendo sob o peso dos meus pecados,
me prostro a Vosso pés.

Não desprezeis as minhas súplicas,
ó Mãe do Filho de Deus humanado,
mas dignai-Vos de as ouvir propícia
e de me alcançar o que Vos rogo. Amém.

 
Oração do papa João Paulo II na capela da Rue du Bac

Bendita sois Vós entre as mulheres!

Estivestes profundamente ligada
à nossa Redenção e à Cruz de Cristo, nosso Salvador.

O Vosso coração foi transpassado
com o coração d’Ele e hoje,
na glória do Vosso Filho,
não deixais de interceder por nós,
pobres pecadores.

Amparais a Igreja, da qual sois Mãe

Intercedeis por cada um dos Vossos filhos
e sois medianeira das graças divinas
que simbolizam os raios de luz
desprendidos de Vossas mãos abertas.

Determinais uma única condição:
que ousemos pedi-las e
que nos aproximemos de Vós com a confiança,
a ousadia e a singeleza de uma criança.

Assim nos guiais sempre em direção ao Vosso divino Filho.

 
Ó, Santíssima!

Ó, Santíssima, piíssima e doce Virgem Maria!
Adorável e pura Mãe Imaculada, rogai por nós!

Vós sois o nosso amparo e o nosso refúgio,
Mãe e Virgem Maria!
Esperamos de Vós todas as nossas aspirações; rogai por nós!

Olhai com bondade as nossas fragilidades e limitações.
Salvai-nos, ó Maria!
Aliviai a nossa aflição; apaziguai a nossa dor; rogai por nós!

Ó, Virgem e Mãe, lançai um olhar misericordioso sobre nós.
Escutai as nossas súplicas, ó Maria!
Vós sois a portadora da saúde divina; rogai por nós!

Que a Vossa piedade e compaixão
venham em nosso auxílio, ó Maria!
Em Vós esperamos; a Vós suspiramos; rogai por nós!

 
Santa Mãe do Redentor

Santa Mãe do Redentor,
Porta do Céu, Estrela do Mar,
socorrei o povo cristão
que procura levantar-se do abismo da culpa.

Vós que, acolhendo a saudação do Anjo, gerastes,
com admiração da natureza, o vosso santo Criador,
ó sempre Virgem Maria,
tende misericórdia dos pecadores.

Mistérios Gozosos (segundas-feiras e sábados)

1.º Mistério: A Anunciação do Anjo a Nossa Senhora

«Disse o Anjo a Maria: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo… Hás-de conceber e dar à luz um filho ao qual porás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo”» (Lc 1,31-33).

«E Maria respondeu: “Eis aqui a Serva do Senhor, faça-se em mim segundo a Vossa Palavra”» (Lc 1,38).

A humildade:

«Jesus disse: “Eu Te bendigo, ó Pai, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos”» (Mt 11,25).

2.º Mistério: A Visitação de Nossa Senhora à sua parenta Isabel

«Maria dirigiu-se com pressa à casa de sua parenta, Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino se agitou no ventre. Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou em voz alta: “Bendita és tu entre as mulheres!”» (Lc 1,42).

«E Maria disse: “Minha alma glorifica o Senhor… o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas”» (Lc 1,46.49).

O serviço e a missão:

«O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir» (Mt 20,28).

3.º Mistério: O nascimento de Jesus em Belém

«O anjo anunciou aos pastores: “Nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é o Messias Senhor”» (Lc 2,11).

«Foram, então, à pressa, e encontraram Maria, José e o Recém-Nascido deitado na manjedoura» (Lc 2,16).

«Maria, porém, conservava todos estes acontecimentos e meditava sobre eles no seu coração» (Lc 2,19).

O amor pelos pobres:

«Deus livra ao necessitado quando clama, como também ao aflito e ao que não tem quem o ajude. Compadece-se do pobre e do necessitado, e a vida dos necessitados Ele salva» (Sl 72,12-13).

4.º Mistério: A apresentação de Jesus no Templo e a Purificação de Nossa Senhora.

«Assim, pelo Espírito Santo, Simeão foi ao templo; e quando os pais trouxeram o menino Jesus, para fazerem por ele segundo o costume da lei, Simeão o tomou em seus braços e louvou a Deus e disse: “Agora, Senhor, despede em paz o teu servo, pois os meus olhos já viram a Tua salvação, a qual Tu preparaste ante a face de todos os povos; luz para a revelação aos gentios, e para a glória do teu povo, Israel”» (Lc 2,27-32).

«E Simeão os abençoou, e disse a Maria, mãe do menino: “Eis que este é posto para queda… e para ser alvo de contradição… e uma espada transpassará a tua própria alma…”» (Lc 2,34-35).

A obediência:

«Jesus humilhou-Se a Si mesmo, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz» (Fl 2,8).

5.º Mistério: A perda e o encontro de Jesus no Templo

«E aconteceu que, passados três dias, O acharam no templo… e disse-lhe sua mãe: “Filho, por que procedeste assim para conosco?”… Respondeu-lhes Ele: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que eu devia estar na casa de meu Pai?”… Então, descendo com eles, foi para Nazaré, e era-lhes sujeito» (Lc 2,46-49.51).

«Todas as coisas me foram entregues por meu Pai; e ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar» (Lc 10,22).

A disponibilidade ao Reino:

«Jesus disse: “Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim”» (Mt 10,37).

Mistérios Dolorosos (terças e sextas-feiras)

1.º Mistério: A agonia de Cristo no Jardim das Oliveiras

«Jesus orava dizendo: “Pai, se queres afasta de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua”… e o seu suor tornou-se como grandes gotas de sangue, que caíam sobre o chão» (Lc 22,42.44).

«Jesus disse aos seus apóstolos: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca”» (Mt 26,41).

A procura da vontade de Deus:

«Seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu» (Mt 6,10b).

2.º Mistério: A flagelação de Jesus

«Então lhes soltou Barrabás; mas a Jesus mandou açoitar, e o entregou para ser crucificado» (Mt 27,26).

«Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniquidades» (Is 53,5).

«Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a boca; como um cordeiro que é levado ao matadouro» (Is 53,7).

A pureza:

«Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuís da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?» (1Cor 6,19).

«Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque sagrado é o santuário de Deus, que sois vós» (1Cor 3,17).

3.º Mistério: A coroação de espinhos

«E tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça, e na mão direita uma cana, e ajoelhando-se diante dele, o escarneciam, dizendo: Salve, rei dos judeus! E, cuspindo nele, tiraram-lhe a cana, e davam-lhe com ela na cabeça» (Mt 27,29-30).

«Não tinha formosura nem beleza; e quando olhávamos para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos. Era desprezado, e rejeitado dos homens; homem de dores, e experimentado nos sofrimentos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores» (Is 53,2b-4a)

A luta contra o orgulho:

«Deus resiste aos soberbos; dá, porém, graça aos humildes» (Tg 4,6).

4.º Mistério: A subida de Jesus ao Calvário com a cruz às costas

«Então o levaram para fora, a fim de o crucificarem. E obrigaram certo Simão, cireneu, pai de Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a carregar-lhe a cruz» (Mc 41,20b-21).

«Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres, as quais o pranteavam e lamentavam. Jesus, porém, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai antes por vós mesmas, e por vossos filhos» (Lc 23,27-28).

«Retribuem-me o mal pelo bem, e o ódio pelo amor» (Sl 109,5).

A paciência perante os desafios:

«Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória; não atentando nós nas coisas que se veem, mas sim nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, enquanto as que se não veem são eternas» (2Cor 4,17-18).

5.º Mistério: A crucificação e morte de Jesus

«Então, depois de o crucificarem, repartiram as vestes dele, lançando sortes. E, sentados, ali o guardavam» (Mt 27,35-36).

«Jesus, porém, dizia: Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem» (Lc 23,34)

«Jesus disse à sua mãe: “Mulher, eis aí o teu filho” e ao discípulo: “Eis aí tua mãe”» (Jo 19,26-27).

A generosidade na entrega:

«Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos» (Jo 15,13).

Mistérios Gloriosos (quartas-feiras e domingos)

1.º Mistério: A ressurreição de Cristo

«Não está aqui, porque ressuscitou, como Ele disse. Vinde e vede o lugar onde jazia» (Mt 28,6).

«Jesus disse-lhes: “Olhai as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede; porque um espírito não tem carne nem ossos, como percebeis que eu tenho”» (Lc 24,39).

«Respondeu-lhe Tomé: “Senhor meu, e Deus meu!”» (Jo 20,28).

A fé:

«Respondeu o Senhor: “Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: ‘Desarraiga-te, e planta-te no mar’; e ela vos obedeceria”» (Lc 17,6).

2.º Mistério: A ascensão de Jesus ao Céu

«Jesus disse aos seus apóstolos: “e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”» (Mt 28,20).

«E aconteceu que, enquanto os abençoava, apartou-se deles; e foi elevado ao céu» (Lc 24,51).

«Eles, pois, saindo, pregaram por toda parte, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que os acompanhavam» (Mc 16,20).

O compromisso apostólico:

«Aguardamos novos céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça» (2Pd 3,13).

3.º Mistério: A vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos e Maria

«Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas até os confins da terra» (At 1,8).

«Todos estes perseveravam unanimemente em oração, com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele» (At 1,14).

«De repente veio do céu um ruído, como que de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. E lhes apareceram umas línguas como que de fogo, que se distribuíam, e sobre cada um deles pousou uma. E todos ficaram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem» (At 2,2-4).

Uma alma de apóstolo:

«E disse Jesus aos doze: “Ide por todo o mundo, e pregai o Evangelho a toda criatura”» (Mc 16,15).

4.º Mistério: A assunção de Nossa Senhora ao Céu

«Como és formosa, amada minha, eis que és formosa!» (Ct 4,1).

«A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e glória celestial». (Pio XII, «Munificentissimus Deus», 11 de Novembro do Ano Santo de 1950).

«Desde agora, pois, todas as gerações me chamarão bem-aventurada» (Lc 1,48).

O dom de um encontro jubiloso com Deus.

«Agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido» (1Cor 13,12).

5.º Mistério: A coroação de Nossa Senhora, Rainha dos Anjos e dos Santos

«E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça» (Ap 12,1).

«Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar» (Gn 3,15).

«Ó, Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós!».

A perseverança:

«Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo» (Mt 24,13).

Mistérios Luminosos (quintas-feiras)

1º Mistério: Batismo de Jesus no Jordão

«Então veio Jesus da Galileia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele. Mas João o impedia, dizendo: “Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?”» (Mt 3,13-14).

«Tendo sido Jesus também batizado, e estando ele a orar, o céu se abriu; e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e ouviu-se do céu esta voz: “Tu és o meu Filho amado; em ti me comprazo”» (Lc 3,21-22).

«Ora, Naamã, chefe do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu senhor, e de muito respeito… porém leproso. Eliseu disse-lhe: “Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne tornará a ti, e ficarás purificado”… Desceu ele, pois, e mergulhou-se no Jordão sete vezes, conforme a palavra do homem de Deus; e a sua carne tornou-se como a carne dum menino, e ficou purificado» (2Rs 5,1.10.14).

A justiça:

«Porque o Senhor é justo; ele ama a justiça; os retos, pois, verão o seu rosto» (Sl 11,7).

2º Mistério: A autorrevelação de Jesus nas bodas de Caná

«E, tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm vinho”. Respondeu-lhes Jesus: “Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora”. Disse então sua mãe aos serventes: “Fazei tudo quanto ele vos disser”» (Jo 2,3-5).

«Assim deu Jesus início aos seus sinais em Caná da Galileia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram n’Ele» (Jo 2,11).

Um espírito de colaboração:

«Ora, o que planta e o que rega são iguais; e cada um receberá a sua recompensa conforme o seu trabalho. Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus» (1Cor 3,8-9).

3º Mistério: O anúncio do Reino de Deus convidando à conversão

«Então voltou Jesus para a Galileia no poder do Espírito; e a sua fama correu por toda a circunvizinhança. Ensinava nas sinagogas deles, e por todos era louvado» (Lc 4,14-15).

«O tempo está cumprido, e é chegado o reino de Deus. Arrependei-vos, e crede no evangelho» (Mc 1,15).

«O povo que andava em trevas viu uma grande luz; e sobre os que habitavam na terra de profunda escuridão resplandeceu a luz. Tu multiplicaste este povo, a alegria lhe aumentaste» (Is 9,2-3).

A conversão:

«Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, de sorte que venham os tempos de refrigério, da presença do Senhor, e envie ele o Cristo, que já dantes vos foi indicado, Jesus, ao qual convém que o céu receba até os tempos da restauração de todas as coisas» (At 3,19-21).

4º Mistério: A Transfiguração

«Seis dias depois tomou Jesus consigo a Pedro, a Tiago, e a João, e os levou à parte sós, a um alto monte; e foi transfigurado diante deles; as suas vestes tornaram- se resplandecentes, extremamente brancas, tais como nenhum lavandeiro sobre a terra as poderia branquear» (Mc 9,2-3).

«Eis que uma nuvem luminosa os cobriu; e dela saiu uma voz que dizia: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi”» (Mt 17,52).

«Porque não seguimos fábulas engenhosas quando vos fizemos conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, pois nós fôramos testemunhas oculares da sua majestade» (2Pd 1,16).

A singeleza:

«Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que em santidade e sinceridade de Deus, não em sabedoria carnal, mas na graça de Deus, temos vivido no mundo, e mormente em relação a vós» (2Cor 1,12).

5º Mistério: A instituição da Eucaristia

«E tomando pão, e havendo dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: “Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim”. Semelhantemente, depois da ceia, tomou o cálice, dizendo: “Este cálice é o novo pacto em meu sangue, que é derramado por vós”» (Lc 22,19-20).

«Mas digo-vos que desde agora não mais beberei deste fruto da videira até aquele dia em que convosco o beba novo, no reino de meu Pai» (Mt 26,29).

«Porque todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes do cálice estareis anunciando a morte do Senhor, até que ele venha. De modo que qualquer que comer do pão, ou beber do cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor» (1Cor 11,26-27).

O amor:

«O amor é paciente, o amor é prestável, não é invejoso, não é arrogante nem orgulhoso, nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita nem guarda ressentimento. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta» (1Cor 13,4-7).

A Jesus com Maria

Senhor Jesus, a exemplo de Maria, quero descobrir-te!
Com Ela, Mãe da Igreja,
quero ser presença jovem
no seio de uma comunidade serva,
comprometendo-me com generosidade na evangelização.

Senhor Jesus, a exemplo de Maria, quero seguir-te!
Com ela, filha predileta de Deus Pai,
quero ser como Tu, evangelizador dos pobres,
em fidelidade à consagração baptismal,
sendo construtor de Vida, Amor e Paz!

Senhor Jesus, como Maria, quero amar-te!
Com ela, a Virgem orante, cheia do Espírito Santo,
quero fazer da minha vida um caminho de Oração e Serviço,
na simplicidade e humildade,
assumindo a espiritualidade do Magnificat.

Senhor Jesus, como Maria, quero entregar-me!
Com ela, a primeira discípula,
quero abrir o meu coração e a minha mente à missão,
para que os dons que Tu me ofereceste cheguem aos jovens de todo o mundo,
sendo as tuas mãos, Senhor, para os outros.

Ó Maria, concebida sem pecado,
rogai por nós que recorremos a Vós.

Orando com a Família Vicentina: Como Igreja universal, chamados pelo amor à missão e pelo carisma vicentino, oramos juntos, unidos aos santos da nossa Família. Seguindo o exemplo deles, diariamente somos chamados a dar a vida pelos nossos irmãos, especialmente pelos mais pobres e necessitados.

Espírito vicentino

Ó, Senhor,
despertai em nossa Família
o Espírito que animou
o Vosso servo, são Vicente de Paulo.
E, assim, iluminados pelo mesmo Espírito,
sejamos entusiastas
amando aqueles que ele amou
e fazendo o que ele nos ensinou.
Por Jesus Cristo, nosso Senhor.
Amém.

Oração da Família Vicentina

Senhor Jesus, Tu que te fizeste pobre,
faze que tenhamos os olhos e o coração voltados para os pobres
e que possamos reconhecer-Te neles;
em sua sede, em sua fome,
em sua solidão e em sua dor.

Suscita em nossa Família Vicentina
a unidade, a simplicidade, a humildade
e a chama de caridade
que inflamou o coração de são Vicente de Paulo.

Dá-nos a força para que,
fiéis à prática dessas virtudes,
Possamos contemplar-Te e servir-Te
na pessoa dos pobres
e um dia unirmo-nos a Ti
e a eles no teu reino.

Amém. 

Oração a São Vicente de Paulo

Ó São Vicente de Paulo, que olhaste fraternalmente para os pobres e miseráveis, e formastes mulheres e homens para o trabalho da evangelização dos pobres e da promoção humana, inspira-nos, pela tua intercessão ao nosso Deus, em nossa ação missionária dentro da presente realidade. Faz com que vejamos a miséria humana em que vivem milhões de irmãs e irmãos nossos. Desperta em nossa vida o senso de paz e de justiça num mundo de tantas desigualdades sociais. Ensina-nos a humildade e a mansidão quando procuramos a grandeza e a fama à custa da exploração de nossos irmãos. Fortalece nossas ações em favor das crianças abandonadas, dos jovens desnorteados, dos idosos solitários, dos desempregados, dos sem-terra e sem-teto, dos que sofrem por causa do nosso egoísmo, da multidão dos marginalizados e excluídos que passam fome e que não têm nem voz e nem vez em nossa sociedade. Ajuda-nos a seguir a Jesus Cristo «evangelizador dos pobres» e a deixarmos «Deus por Deus» quando servimos aos nossos irmãos. Amém.

Oração a Santa Luísa de Marillac

Santa Luísa de Marillac, que tanto conhecestes o sofrimento das imposições da família, privando-vos da liberdade de viver vossa verdadeira vocação para fazer-vos casar-se e assim sofrestes as amarguras das dificuldades em todos os sentidos, intercedei junto a Deus para que os pais de nossos jovens saibam respeitar a vocação que cada um traz dentro de si, dentro da dignidade e do direito que Deus lhes confere. Santa Luísa de Marillac, que fostes agraciada com a amizade de dois famosos sacerdotes pela santidade em que viveram, são Francisco de Sales e são Vicente de Paulo, os quais nos momentos mais importantes de vossa vida apontaram-vos uma grande luz quando vos sentíeis «no fim do túnel» e pudestes viver vossa vocação de auxiliadora dos infelizes pobres e doentes e fundastes com são Vicente de Paulo o primeiro núcleo das Filhas da Caridade, rogai por nós, para que não vivamos uma vida centrados em nós mesmos e sim nas necessidades tão frementes de nossos irmãos que sofrem. Por Cristo Nosso Senhor. Amém

Oração a Santa Catarina Labouré

Deus, que prometestes habitar nos corações puros, dai-nos, pela intercessão de Santa Catarina Labouré, viver de tal modo, que possais fazer em nós a Vossa morada. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Oração da JMV

Senhor Jesus, vimos ao Teu encontro juntamente com Maria Imaculada. Louvamos-Te, amigo dos pequeninos e dos pobres! Tu cuidas de todos nós, com muito amor.

Ensina-nos a viver em comunidade contando com a vitalidade do Teu Espírito, que nos guia pelos caminhos da Verdade e do serviço concreto.

Concede-nos a graça de sabermos ver os nossos irmãos com os olhos do coração, para assim descobrirmos as maravilhas que fizeste neles e, de forma especial, naqueles nossos irmãos mais necessitados.

Ajuda-nos a construir um mundo mais fraterno no qual ninguém seja esquecido ou deixado de lado. Faz com que em tudo o que fazemos sejamos humildes, com um espirito de serviço e não com espirito de poder ou domínio. Amém.

Oração Missionária (MISEVI)

Deus-Pai misericordioso, Vós que nos chamais pelo nosso próprio nome, ajudai-nos a sermos fiéis à nossa vocação.

Queremos ser sal e luz do mundo, no serviço permanente em favor dos mais pobres, com um Amor efetivo e afetivo.

Precisamos do Vosso Filho, Jesus Cristo, para anunciar a Vossa Palavra no meio ao qual fomos enviados.

Queremos dar testemunho do Reino vivendo as Bem-Aventuranças.

Mandai-nos o Espírito Santo para que, na qualidade de Igreja, vivamos a Comunhão e a Unidade.

Nós, missionários leigos, queremos viver o dom da comunidade e fortalecer-nos à luz do Vosso Evangelho.

Que Maria, Rainha das Missões, nos acompanhe e proteja para que continuemos fiéis à Missão que nos foi confiada por Jesus Cristo, Nosso Senhor.

Temas de Oração

Orientações práticas para orar

«De madrugada, ainda bem escuro, levantou-se, saiu e foi a um lugar deserto, e ali orava» (Mc 1,35).

  1. Procure um lugar tranquilo: uma igreja, uma capela, o seu quarto etc.
  2. Sente-se numa postura confortável; tente relaxar e concentre-se. Para isso, anule todo e qualquer pensamento que surgir. Pense somente no momento presente, no aqui e agora, no lugar onde você está.
  3. Fique quieto o tempo que for necessário para ter consciência de si mesmo. Observe-se: em silêncio, calma interior, paz, abertura interior.
  4. Observe atentamente o rosto de Cristo num quadro o numa imagem.
  5. Feche os olhos e permaneça em silêncio, pensando em si mesmo e no rosto de Jesus Cristo.
  6. Reconheça a sua necessidade de rezar, de estar mais perto de Jesus Cristo, de sentir que Cristo está ao seu lado.
  7. Leia o trecho do Evangelho de São Marcos (ou, se preferires, memoriza o texto): «De madrugada, ainda bem escuro, levantou-se, saiu e foi a um lugar deserto, e ali orava» (Mc 1,35).
  8. Depois: feche os olhos ou permaneça com os olhos fixos num ponto determinado. Imagine Jesus Cristo saindo de casa numa madrugada e dirigindo-se a um lugar solitário… Ele está de joelhos, fazendo suas orações ao Deus-Pai… Observe e contemple a Cristo em silêncio.
  9. Agora, imagine Jesus Cristo ao seu lado rezando a Deus, nosso Pai.
  10. Abra o seu coração e a sua mente e permita que ambos deixem-se levar pela oração de Jesus Cristo, pelo espírito de Jesus Cristo.
  11. Repita em seu coração e deixa ecoar em sua alma:
    Jesus, ensina-me a rezar…
    Jesus, ensina-me a rezar…
    Jesus, ensina-me a rezar com o Teu próprio espírito…
    Jesus, ensina-me a rezar…
    Jesus, ensina-me a rezar com o Teu próprio espírito…
    Jesus, ensina-me a rezar…
Entregar-se nas mãos de Deus
  1. Procura ter consciência de si mesmo (fazer um autorretrato).
  2. Relaxe, fique tranquilo e concentre-se.
  3. Silêncio, calma interior, serenidade.
  4. «Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?
    Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas?…
    Buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal» (Mt 6,25-34).
  5. Agora entregue-se totalmente nas mãos de Deus, como quem mergulha em águas profundas. Experimente a sensação de submergir-se em Deus.
  6. Repita no mais profundo de sua alma: «Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito».
  • Pai: ao inspirar (como impulso que leva a Deus).
  • Nas tuas mãos entrego o meu espírito: ao expirar (abandonando-se em Deus).

    1. Procura ter consciência de si mesmo (fazer um autorretrato).
    2. Relaxe, fique tranquilo e concentre-se.
    3. Silêncio, calma interior, serenidade.
    4. «Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?
      Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas?…
      Buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal» (Mt 6,25-34).
    5. Agora entregue-se totalmente nas mãos de Deus, como quem mergulha em águas profundas. Experimente a sensação de submergir-se em Deus.
    6. Repita no mais profundo de sua alma: «Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito».

Guias para celebrações

«Quero dizer sim»

Tema: A Anunciação

Introdução: Maria é a mulher escolhida por Deus para ser medianeira da Salvação; mas, para tanto, ela teve de dar o seu SIM. Nada podia ter sido feito sem a livre cooperação de Maria.

Leitura Bíblica: «Então, no sexto mês, Deus enviou o anjo Gabriel para Nazaré, uma cidade da Galileia, a uma virgem prometida em casamento a certo homem chamado José, descendente de Davi. E o nome da virgem era Maria. O anjo chegou ao lugar onde ela estava e ao se aproximar lhe declarou: “Alegra-te, mui agraciada! O Senhor está contigo!” Diante de tais palavras, Maria ficou intrigada, imaginando qual poderia ser o motivo daquele tipo de saudação. Mas o anjo lhe revelou: “Maria, não temas; pois recebeste grande graça da parte de Deus. Eis que engravidarás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. Ele será Grande, e será chamado Filho do Altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi, e Ele reinará para sempre sobre o povo de Jacó, e seu Reino nunca terá fim”. Então, perguntou Maria ao anjo: “Como acontecerá isso, pois jamais tive relação sexual com homem algum?” Então o anjo lhe esclareceu: “O Espírito Santo virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. E por esse motivo, o ser que nascerá de ti será chamado Santo, Filho de Deus. Saiba também que Isabel, tua parenta, dará à luz a um filho mesmo em idade avançada, sendo que este já é o sexto mês de gestação para aquela a quem julgavam estéril. Porquanto para Deus não existe nada que lhe seja impossível!” Diante disso, declarou Maria: “Eis aqui a serva do Senhor; que se realize em mim tudo conforme a tua palavra!” Em seguida o anjo partiu. O encontro de Maria com Isabel» (Lc 1,26-38).

Para a reflexão:

  • Maria, exemplo de entrega e generosidade. O «sim» de Maria é a base da nossa resposta fervorosa a Deus.
  • Assim como fez com Maria, Deus nos convida (nunca nos obriga) a darmos nossa resposta livre ao Seu amor. Quando aceitamos tal convite, cria-se um vínculo amoroso entre Deus e nós e, a partir daí, Ele nunca nos decepciona.

Interrogações:

  • Deus também quer lhe dizer algo… Ele fala com você… Pode ouvi-Lo?
  • Qual é o SIM que Deus nos pede hoje?
  • Somos capazes de nos sacrificarmos para realizar o projeto de Deus em nosso meio?

Oração Final:

Senhor, Tu nos chamas a viver uma experiência divina em nossa vida por meio da fé. A JMV é um instrumento capaz de aproximar-nos ao mistério da Salvação.

«Minha vida… uma canção»

Tema: O Magnificat.

Introdução: Maria mostra-se agradecida, pois Deus dispensou-lhe atenção e fez-lhe grandes coisas. O Magnificat é o canto de ação de graças que brota do coração de Maria quando a criancinha salta de alegria no ventre de sua prima Isabel, pois o Deus-homem entrou em sua casa. É a expressão da fé que Maria tem no amor de Deus.

Leitura Bíblica: «Então declarou Maria: “Engrandece minha alma ao Senhor, e o meu espírito se regozija em Deus, meu Salvador, pois contemplou a insignificância da sua serva. Mas, de hoje em diante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Poderoso realizou maravilhas a meu favor; Santo é o seu Nome! A sua misericórdia estende-se aos que o temem, de geração em geração. Ele operou poderosos feitos com seu braço; dispersou aqueles cujos sentimentos mais íntimos são soberbos. Derrubou governantes dos seus tronos, mas exaltou os humildes. Supriu abundantemente os famintos, mas expulsou de mãos vazias os que se achavam ricos. Ajudou a seu servo Israel, recordando-se da sua misericórdia infinda a favor de Abraão e sua descendência, para sempre, assim como prometera aos nossos antepassados”» (Lc 1,46-55).

Para a reflexão:

  • A gratidão é um coração aberto, disposto a escutar e repleto de fé. Deus revela-nos dia-a-dia o Seu amor por nós através da vida, dos acontecimentos inesperados, das graças concedidas. Da mesma forma, somos chamados a expressar-Lhe a nossa gratidão, um simples «obrigado, Senhor», por escutar-nos permanentemente.

Interrogações:

  • Como jovem da JMV, o que lhe diz o Magnificat?
  • Quais são os desafios que o Magnificat lhe sugere? Descobre esperanças no Magnificat? Quais?

Oração final:

Através do Magnificat, Maria antecipa o Reino que será proclamado por seu Filho. Como primeira cristã, indica-nos o caminho que devemos seguir em nossa vida.

«O Chamado de Maria»

Tema: Maria, Mãe dos Jovens.

Introdução: A Igreja é o povo de Deus, o povo consagrado por meio da morte e da ressurreição de Cristo. A Igreja é o fruto do dom do Espírito de Jesus Cristo; é a comunhão da fé e do amor dos que creem no Salvador. Recebemos a salvação de forma pessoal, porém nunca individualmente.

Leitura Bíblica: «Próximo à cruz de Jesus estavam sua mãe, a irmã dela, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus, contudo, viu sua mãe e junto a ela o discípulo a quem Ele amava, disse à sua mãe: “Mulher, eis aí teu filho!”. Em seguida, disse Jesus ao seu discípulo: “Eis aí a tua mãe!”. E daquele momento em diante, o discípulo amado a recebeu como parte de sua família» (Jo 19,25-27).

Para a reflexão:

Jesus escolhe Maria para ser Mãe da Igreja e Maria nos reúne, ensinando-nos a viver solidariamente; uma solidariedade que nos faz partilhar e contribuir para o bem de todos.

Assim como os ministros da Igreja, os jovens são chamados a construir a «Civilização do Amor» por meio da vivência da espiritualidade, do dinamismo, da alegria, da reflexão crítica e dos valores próprios da juventude.

Os jovens podem exercer uma importante influência na sociedade atual, mas tal influência exige um apostado ativo. A juventude conta com força, entusiasmo, imaginação e espontaneidade. Se, além de tudo isso, conta o Espírito de Cristo, não restam dúvidas de que podem colher muitos frutos. Nós, jovens, somos os apóstolos primeiros e imediatos dos outros jovens. Somos chamados a participar ativa e solidariamente no seio da Igreja.

Interrogações:

  • Quando estou com os jovens, sou um instrumento do bem para eles ou levo-os por maus caminhos?
  • Qual é a minha colaboração concreta na minha Paróquia ou Igreja local?

Oração final:

Dá-nos, Senhor, a graça de podermos contemplar a Cruz com plena fé e de sermos sempre fiéis a Ti, como Maria nossa Mãe.

«O momento oportuno»

Tema: As Bodas de Caná.

Introdução: Apesar de sua perfeição ideal, Maria é uma pessoa próxima, como um familiar que está intimamente ligado à nossa vida quotidiana; nunca se fecha em si mesma e está sempre à nossa disposição. Dando prova de sua fé, Maria pede a Jesus que realize seu primeiro milagre. Ela foi a medianeira da fé inicial dos apóstolos e continua a ser medianeira para toda a humanidade, sempre atenta às suas necessidades.

Leitura Bíblica: «No terceiro dia, houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava ali. Jesus e seus discípulos também foram convidados. Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. Jesus lhe disse: “Mulher, em que essa tua preocupação tem a ver comigo? Ainda não é chegada a minha hora”. Sua mãe disse aos serviçais: “Seja o que for que Ele vos pedir, fazei”. Estavam ali seis jarros de pedra, que os judeus usavam para as purificações, e cada um levava duas ou três metretas. Jesus disse aos serviçais: “Enchei os jarros com água”. E os encheram até à borda. Então lhes disse: “Tirai agora, um pouco, e levai ao mestre-sala”. Eles assim o fizeram. Quando o mestre-sala provou a água transformada em vinho, não sabendo donde viera, embora o soubessem os serviçais que tiraram a água, chamou o noivo e lhe disse: “Todo homem serve primeiro o bom vinho e, depois que os convidados já beberam bastante, o vinho inferior é servido; tu, entretanto, guardaste o bom vinho até agora”. Com esse, deu Jesus princípio a seus sinais em Caná da Galileia; manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele. Depois disso, desceu Ele para Cafarnaum, com sua mãe, seus irmãos e seus discípulos; e ficaram ali não muitos dias. Jesus purifica o templo» (Jo 2,1-12).

Para a reflexão:

Para descobrir com certeza qual é o projeto de Deus para a nossa vida, é preciso combinar paciência, oração, reflexão sobre as experiências vividas e um bom acompanhamento pessoal.

O tempo é um presente valioso. O serviço ao próximo também deve ser um presente gratuito. Seguindo o exemplo de Maria, devemos viver a vontade de Deus nos acontecimentos rotineiros da vida.

Interrogações:

  • Pensa num acontecimento importante da sua vida. Pergunta: Como Deus revelou-se e.
  • Agiu nesse acontecimento? Você tentou fazer a vontade de Deus nesse momento?
  • Dizem que cada pessoa tem um grande momento em sua vida… Qual foi o seu grande momento como cristão? Como procedeu nesse momento?

Oração final:

Lutemos para transformar a insipidez de nossa vida num saboroso vinho. Coloquemos as nossas necessidades, das nossas famílias e amigos nas mãos de Deus.

«A tua vida me interessa»

Tema: A Visitação.

Introdução: Deus fez uma visita a Maria e, por sua parte, ela sentiu a necessidade de visitar outros para partilhar com eles a sua alegria. Realmente, a Virgem é chamada bem-aventurada por todas as gerações porque o Senhor fez grandes coisas por ela. Maria creu nas promessas do Senhor.

Leitura Bíblica: «Durante aqueles dias, Maria preparou-se e saiu rapidamente em viagem para uma cidade da região montanhosa da Judéia. Chegou à casa de Zacarias e foi saudar Isabel. Assim que Isabel ouviu a saudação de Maria, o bebê agitou-se em seu ventre, e Isabel ficou plena do Espírito Santo. E, com um forte grito, exclamou: “Bendita és tu entre todas as mulheres, e bendito é o fruto de teu ventre! Mas, qual o motivo desta graça maravilhosa, que me venha visitar a mãe do meu Senhor? Pois, no mesmo instante em que a tua voz de saudação chegou aos meus ouvidos, o bebê que está em meu ventre agitou-se de alegria. Bem-aventurada é aquela que acreditou que o Senhor cumprirá tudo quanto lhe foi revelado!”» (Lc 1,39-45).

Para a reflexão:

A disponibilidade de Maria, mulher capaz de assumir riscos e enfrentar as dificuldades da vida.

Mulher atenta à vontade de Deus e às necessidades dos demais, anunciando-lhes a Boa Nova, que é Jesus.

Maria, mulher maravilhada pelo Amor de Deus, um amor que se transforma em serviço concreto em favor dos demais. O amor foi um impulso constante na vida de Maria, um amor ilimitado que lhe fez com que ela estivesse em companhia do próximo.

Interrogações:

  • E você, segue o exemplo de Maria? Como? De que forma está presente na vida dos demais?
  • Imagine que Maria está na sua casa… algo lhe preocupa, um problema lhe atormenta. Maria lhe diz: «Vejo que precisas desabafar». O que diria? Abra o seu coração e a sua mente para Maria. Não se esqueça de que ela lhe ama…

Oração final:

Maria da Visitação: Hoje, como no passado, visitas os teus filhos e estás presente na vida deles, revelando-lhes o amor que sentes por cada um deles. Por tua intercessão, pedimos ao teu Filho o dom de vivermos como tu, abertos à graça divina e anunciando a Sua Palavra aos nossos irmãos. Amém.

«São Vicente, Cristão Autêntico»

Tema: Aprender a dar, doando-se.

Introdução: Jesus Cristo vive o grande momento da verdade na Sua Paixão; momento no qual a relação entre as suas palavras e ações será submetida à prova da contradição. Ele depara-se com duas opções: permanecer firme na mesma direção ou abandonar a missão. Jesus escolhe o caminho da fidelidade à Palavra. Sua atitude dá sentido à Sua morte: o sentido de Sua existência foi a dedicação total ao Pai e aos irmãos e o sentido da Sua morte não poderia deixar de ser o mesmo.

Leitura Bíblica: «O qual, tendo plenamente a natureza de Deus, não reivindicou o ser igual a Deus, mas, pelo contrário, esvaziou-se a si mesmo, assumindo plenamente a forma de servo e tornando-se semelhante aos seres humanos. Assim, na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, entregando-se à obediência até a morte, e morte de cruz» (Fl 2,6-8).

Texto Vicentino: «Recordai-vos que vivemos em Jesus Cristo através da morte de Jesus Cristo… e que a nossa vida deve ser escondida em Jesus Cristo e repleta de Jesus Cristo e, para morrer como Jesus Cristo, é preciso viver como Ele» (São Vicente de Paulo).

Para a reflexão:

O Batismo é o sacramento da identidade cristã, através do qual nos tornamos parte da ressurreição de Cristo; é um privilégio e um encargo, ao mesmo tempo. Privilégio porque nos livra dos nossos pecados e nos tornamos filhos adotivos do Pai e irmãos do Filho. Encargo porque devemos viver conforme a liberdade de filhos de Deus, esquecendo-nos de nós mesmos, deixando lugar somente para Jesus Cristo dentro de nós.

Todo cristão é chamado a seguir os passos de Cristo, tanto em vida como na morte. Seguir os passos de Cristo implica uma renúncia a si mesmo e, consequentemente, leva à perda da própria vida. Paulo é o apóstolo que melhor expressa a ideia: «…Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim…» (Gl 2,20).

Interrogações:

  • Como São Vicente viveu a sua opção por Cristo?
  • E você, qual é o caminho que seguirá na sua vida? Sente o chamado de Cristo?

Oração final:

A morte de Jesus Cristo na cruz dá-nos uma lição de amor, assumindo ainda a cruz como prova de solidariedade, para que nunca nos deixemos vencer pelas dificuldades da vida.

«O meu testemunho, aqui e agora»

Tema: O leigo evangelizador.

Introdução: Procuremos analisar a nossa realidade quotidiana, considerando-a como o melhor campo de ação. Devemos refletir sobre a imagem que temos da humanidade e sobre as respostas que a sociedade dá, tomando um cuidado especial com a nossa resposta, como vicentinos. O nosso carisma deve ser semelhante ao de Jesus Cristo, que tem uma afeição especial pelos pobres e pequeninos; defende os mais necessitados e nunca os abandona.

Leitura Bíblica: «Quando o Filho do homem vier em sua glória, com todos os anjos, então, se assentará em seu trono na glória nos céus. Todas as nações serão reunidas diante dele, e Ele irá separar umas das outras, como o pastor separa os bodes das ovelhas. E posicionará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda. Então, dirá o Rei a todos que estiverem à sua direita: “Vinde, abençoados de meu Pai! Recebei como herança o Reino, o qual vos foi preparado desde a fundação do mundo. Pois tive fome, e me destes de comer, tive sede, e me destes de beber; fui estrangeiro, e vós me acolhestes. Quando necessitei de roupas, vós me vestistes; estive enfermo, e vós me cuidastes; estive preso, e fostes visitar-me”. Então, os justos desejarão saber: “Mas, Senhor! Quando foi que te encontramos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te saciamos? E quando te recebemos como estrangeiro e te hospedamos? Ou necessitado de roupas e te vestimos? Ou ainda, quando estiveste doente ou encarcerado e fomos ver-te?”. Então o Rei, esclarecendo-lhes responderá: “Com toda a certeza vos asseguro que, sempre que o fizestes para algum destes meus irmãos, mesmo que ao menor deles, a mim o fizestes”. Mas o Rei ordenará aos que estiverem à sua esquerda: “Malditos! Apartai-vos de mim. Ide para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos. Porquanto tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e nada me destes de beber. Sendo estrangeiro, não me hospedastes; estando necessitado de roupas, não me vestistes; encontrando-me enfermo e aprisionado, não fostes visitar-me”. E eles também perguntarão: “Mas Senhor! Quando foi que te vimos com fome, sedento, estrangeiro, necessitado de roupas, doente ou preso e não te auxiliamos?” Então o Rei lhes sentenciará: “Com toda a certeza vos asseguro que, sempre que o deixastes de fazer para algum destes meus irmãos, mesmo que ao menor deles, a mim o deixastes de fazer”. Sendo assim, estes irão para o sofrimento eterno, porém os justos, para a vida eterna» (Mt 25,31-46)

Texto vicentino: «É verdade que fui enviado, não apenas para amar a Deus, mas sim para fazer com que O amem. Não me basta amar a Deus, se o meu próximo também não O ama» (São Vicente de Paulo).

Para a reflexão:

Os leigos normalmente estão inseridos no mundo social em suas diversas esferas. Relacionando-se com seus contemporâneos na vida comum, os leigos dão testemunho da sua fé com palavras e, principalmente, com ações.

Deus revela-Se e doa-Se por nós, a fim de estabelecer uma comunhão conosco. Tal oferecimento divino exige uma resposta e uma participação o mais real possível de nossa parte.

Interrogações:

  • Partilhamos o amor que recebemos de Deus? Como?
  • É preferível que o nosso testemunho fale mais por si que as nossas próprias palavras? Por quê?

Oração final:

Senhor, Tu me amas de verdade e isso me transformou totalmente. O Teu Amor por mim só pode ser retribuído com amor. Ajuda-me a transmiti-lo aos meus irmãos.

«Lançar um olhar de amor ao pobre e agir»

Tema: O bom samaritano.

Introdução: Jesus espera que assentemos a nossa vida sobre a base da fé e do compromisso. Não devemos ser indiferentes aos feridos que encontramos no caminho. Jesus nos diz: «Vai, e faze tu o mesmo».

Leitura Bíblica: «Certa vez, um advogado da Lei levantou-se com o propósito de submeter Jesus à prova e lhe indagou: “Mestre, o que preciso fazer para herdar a vida eterna?” Ao que Jesus lhe propôs: “O que está escrito na Lei? Como tu a interpretas?” E ele replicou: “‘Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e com toda a tua capacidade intelectual’ e ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’”. Então, Jesus lhe afirmou: “Respondeste corretamente; faze isto e viverás”. Ele, no entanto, insistindo em justificar-se, questionou a Jesus: “Mas, quem é o meu próximo?”. Diante do que Jesus lhe responde assim: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó, quando veio a cair nas mãos de alguns assaltantes, os quais, depois de lhe roubarem tudo e o espancarem, fugiram, abandonando-o quase morto. Coincidentemente, descia um sacerdote pela mesma estrada. Assim que viu o homem, passou pelo outro lado. Do mesmo modo agiu um levita; quando chegou ao lugar, observando aquele homem, passou de largo. Mas um samaritano, estando de viagem, chegou onde se encontrava o homem e, assim que o viu, teve misericórdia dele. Então, aproximou-se, enfaixou-lhe as feridas, derramando nelas vinho e óleo. Em seguida, colocou-o sobre seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele. No dia seguinte, deu dois denários ao hospedeiro e lhe recomendou: ‘Cuida deste homem, e, se alguma despesa tiverdes a mais, eu reembolsarei a ti quando voltar’. Qual destes três te parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes? Declarou-lhe o advogado da Lei: “O que teve misericórdia para com ele!” Ao que Jesus lhe exortou: “Vai e procede tu de maneira semelhante”» (Lc 10,25-37).

Texto Vicentino: «Ao servirdes aos pobres, servis ao próprio Jesus Cristo, pois servis a Deus na pessoa dos pobres. Isto é uma verdade indiscutível, como o fato de que estamos aqui reunidos neste momento. Dez vezes ireis aos pobres e doentes, e dez vezes encontrareis a Deus» (São Vicente de Paulo às Filhas da Caridade).

Para a reflexão:

Descobrir o sentido do chamado que Jesus faz para vê-Lo no pobre e seguir o Seu exemplo. Cristo não deseja que O vejamos somente nos pobres; Ele espera que ajamos, que façamos algo para ajudá-los. O bom samaritano viu a necessidade e agiu rapidamente para supri-la. São Vicente sempre ajudou aos necessitados que encontrava ao longo do seu caminho: órfãos, anciãos, doentes… tentou encontrar soluções e recursos. Nunca buscou pretextos nem disse que os problemas fossem grande demais, ou que os seus esforços fossem em vão.

Todo cristão deve ser um bom samaritano. Não basta fugir do pecado ou cumprir os mandamentos; deve praticar boas obras, tentando tornar realidade uma união fraterna entre todos os homens. Fazer-se próximo implica esquecer as nossas diferenças e ajudar aos irmãos.

O Amor-Caridade é o principal mandamento. A caridade consiste em estar atento às necessidades dos demais. Seremos julgados pelas vezes que formos sensíveis às necessidades dos nossos irmãos.

Interrogações:

  • São Vicente dedicou sua vida totalmente aos pobres, buscando por todos os meios que fossem servidos e evangelizados. E você, o que pode fazer por eles?
  • Sente que o Senhor pede o seu serviço… Em que sentido lhe ajudou o exemplo de Jesus ao definir as atitudes que deve ter com os pobres? Ajuda os seus irmãos mais necessitados?

Oração final:

Apresentemos as nossas dificuldades ao Senhor… Só Ele pode-nos dar a força necessária para fazermos a opção certa e abrirmos o nosso coração às necessidades dos demais, especialmente dos mais pobres. Que Ele nos cubra de bênçãos e que recordemos sempre que, ao servir, estamos dando a nossa resposta ao Seu Amor e à Sua Fidelidade. Que o nosso serviço seja concreto e dê bons frutos.

«Nunca é tarde»

Tema: O Chamado.

Introdução: Encontraremos o lugar e o serviço adequados escutando a voz de Deus. Ele continua a nos chamar até o fim da nossa vida.

Leitura Bíblica: «Qual de vós, tendo um escravo arando a terra ou apascentado as ovelhas, assim que ele chegar do campo, o convidará: “Podes vir agora mesmo, reclina-te junto à mesa para cear”? Ao contrário. Conforme o costume direis a ele: “Prepara o meu jantar, apronta-te devidamente e então vem e serve-me enquanto como e bebo; depois tu, comerás e beberás também”. Porventura, deverá agradecer ao escravo porque este fez o que lhe havia mandado? Assim igualmente vós, depois de haverdes realizado tudo quanto vos foi ordenado, dizei: “Somos servos inúteis, pois tão somente cumprimos o nosso dever!”» (Lc 17,7-10).

Texto Vicentino: «Não podemos assegurar melhora nossa felicidade eterna do que vivendo e morrendo a serviço dos pobres, nos braços da Providência e na atual renovação de nós mesmos para seguir Jesus Cristo. Façamos o que quisermos, ninguém acreditará em nós, se não testemunharmos amor e compaixão àqueles que quisermos que acreditem em nós» (São Vicente de Paulo III, 359).

Para a reflexão:

O chamado de Deus sempre é surpreendente e não tem tempo nem idade; por outro lado, sempre exige uma resposta. Feliz daquele que é capaz de se entregar nas mãos de Deus e nunca é auto- suficiente. Isso lhe faz capaz de dedicar tempo e esforço à construção do Reino de Deus, assumindo o papel de um servidor fiel.

O serviço aos pobres faz com que lembremos a misteriosa, porém indubitável e constante presença de Cristo. Deus vem ao nosso encontro, mas devemos ser receptivos e permitir que Ele nos encontre. Temos de seguir o exemplo de Jesus e considerar o serviço como a razão da nossa existência… sem jamais esquecer que, ao servir, estamos exteriorizando o dom que recebemos de Deus.

Interrogações:

  • E você, procura o seu lugar? Tenta escutar o chamado? Escute, procure…
  • Como pode seguir os passos de Cristo?

Oração final:

Já que descobri o muito que posso fazer pelos meus irmãos, dá-me Senhor, coragem para não ter medo de dar a minha resposta generosa aos que de mim necessitam. Ajuda-me a ser como Tu queres que eu seja.

«Ao estilo vicentino»

Tema: Somos enviados pelo Espírito Santo.

Introdução: A oração, a missão e a comunidade são os três pilares da nossa vida. Jesus Cristo é o nosso guia. Ser missionário na JMV significa compreender que recebemos uma luz para iluminar a escuridão; significa sentir-se parte da Igreja Missionária e rezar pelas missões; colaborar nas campanhas e renunciar a algumas coisas pelo bem dos nossos irmãos mais necessitados.

Leitura Bíblica: «Jesus viajou para Nazaré, onde havia sido criado e conforme seu costume, num dia de sábado, entrou na sinagoga. E posicionou-se em pé para fazer a leitura. Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías. Desenrolando-o achou o lugar onde está escrito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para pregar o Evangelho aos pobres. Ele me enviou para proclamar a libertação dos aprisionados e a recuperação da vista aos cegos; para restituir a liberdade aos oprimidos, e promulgar a época da graça do Senhor”. Em seguida, enrolou novamente o livro, devolveu-o ao assistente e assentou-se. E na sinagoga todos estavam com os olhos fixos em sua pessoa. Então Ele começou a pregar-lhes: “Hoje se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir”» (Lc 4,16-21).

Texto Vicentino: «Fomos chamados para anunciar o amor de Deus em nosso meio e no mundo inteiro; devemos levar essa chama de amor ardente a todas as nações, acender este fogo divino no mundo. Portanto, eu mesmo hei de arder com este fogo divino!» (São Vicente de Paulo).

Para a reflexão:

Vocação e missão são duas ideias inseparáveis e mutuamente complementarias. O «vem e segue-me» completa-se com o «Ide e proclamai a Boa Nova a toda criatura». «Seguir» significa deixar tudo por Cristo, por Sua Missão; significa assumir o mesmo estilo de vida de Jesus.

A dedicação ardente é a verdadeira intenção de fazer a vontade de Deus e servir aos irmãos com entusiasmo e dedicação.

O Espírito Santo é uma força divina que faz morada em nosso coração, ensinando-nos a acolher o dom de Deus, inspirando-nos, fazendo com que falemos e ajamos segundo os desígnios divinos. O Amor que vem de Deus e que está dentro de cada um de nós chama-nos e envia.

Por obra do Espírito Santo, cada homem é chamado a viver de uma forma particular e isso constitui a mediação simbólica da doação e da acolhida.

Interrogações:

  • De que meios dispomos para anunciar a Boa Nova aos pobres? Quais utilizamos?
  • Como podemos prestar uma assistência mais especial e eficaz às novas pobrezas e aos setores mais excluídos?

Oração final:

Senhor, sei que nunca Te esqueces daqueles que criaste. Observando a vida de são Vicente de Paulo, descobrimos que os pobres são os nossos amos e senhores. Concede-nos a graça de seguir o exemplo de são Vicente.

«Vende a mim»

Tema: Viver a força da Eucaristia.

Introdução: Maria guia-nos em direção a Cristo; leva-nos ao encontro e à comunhão, fazendo um chamamento concreto «Vinde», que exige sairmos de nossa casa, de nosso conforto, sairmos de nós mesmos e irmos ao encontro do irmão. Só assim caminhamos em direção a Deus.

Leitura Bíblica: «Vinde a mim todos os que estais cansados de carregar suas pesadas cargas, e Eu vos darei descanso. Tomai vosso lugar em minha canga e aprendei de mim, porque sou amável e humilde de coração, e assim achareis descanso para as vossas almas. Pois meu jugo é bom e minha carga é leve» (Mt 11,28-30).

Texto da mensagem da Rue du Bac: «Vinde ao pé deste altar. Aqui as graças serão abundantes para os que a pedirem com confiança e fervor. Serão concedidas aos grandes e aos pequenos…».

Para a reflexão:

Maria não é uma meta, não constitui o objetivo final do caminho; ela é uma acompanhante e guia que nos conduz ao encontro com o Deus da vida, presente na Eucaristia e em cada um de nossos irmãos. Ela nos dá o seu Filho, feito Pão de Vida, e leva-nos a um encontro sacramental com Jesus Cristo, encontro no qual todo o nosso caminhar é renovado e as nossas forças recobradas e no qual ressuscitamos e nos tornamos vida; tal encontro é a própria Eucaristia.

A Eucaristia é um memorial no seu sentido mais amplo. É através da Eucaristia que podemos entender a afirmação da «presença real» de Cristo na Eucaristia. O pão e o vinho são frutos do trabalho humano; são o dom do tempo no qual a humanidade vive e o dom da própria humanidade. «Vimos ao pé do altar» cada vez que revivemos o encontro eucarístico.

Interrogações:

  • Que coisas devemos deixar de lado atualmente para vivermos um autêntico encontro com o Senhor e com os nossos irmãos?
  • Vive a Eucaristia de coração? Como?

Oração final:

Senhor: Quando Te recebemos na Comunhão, acolhemos o Teu amor e a Tua força para sermos os construtores do mundo novo. Obrigado, Senhor, por mostrar-nos o caminho da Salvação. Concede-nos a graça de alcançá-La, celebrando os sacramentos e proclamando a nossa fé.

«Viver na Luz»

Tema: Caminhar em direção à Luz.

Introdução: O coração de Maria foi tomado pelo amor de Deus e tal amor foi transmitido pela Virgem. Quando nos aproximamos à luz, a nossa vida é iluminada e o amor é transmitido através de nossas ações.

Leitura Bíblica: «Vós sois a luz do mundo. Uma cidade edificada sobre um monte não pode ser escondida. Igualmente não se acende uma candeia para colocá-la debaixo de um cesto. Ao contrário, coloca-se no velador e, assim, ilumina a todos os que estão na casa. Assim deixai a vossa luz resplandecer diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus» (Mt 5,14-16).

Texto da mensagem da Rue du Bac: «Estes raios são o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que m’as pedem com devoção».

Para a reflexão:

A luz mencionada por Jesus no Evangelho é a luz da fé, dom gratuito de Deus que ilumina o coração e dá claridade à inteligência: «Porque Deus, que disse: Das trevas brilhará a luz, é quem brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo» (2Cor 4,6). Assim, as palavras pronunciadas por Jesus Cristo ao explicar Sua identidade e missão adquirem um sentido especial: «Eu sou a luz do mundo; quem me segue de modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida» (Jo 8,12).

O encontro com Cristo ilumina a vida com uma luz nova; conduz ao bom caminho e a um compromisso de ser testemunha da Verdade. A partir desse momento – e com a nova visão que Ele nos dá para vermos o mundo e as pessoas – descobrimos o mistério da fé, o que não faz supor somente acolhê-la e confirmá-la através de palavras, senão assimilar uma experiência, viver uma verdade; é a luz de toda a realidade (Cf. Veritatis Splendor, 88).

Interrogações:

  • A nossa vida é luz ou trevas para os nossos irmãos? Por quê?
  • Será que estamos sempre com o nosso coração aberto e permitimos que a luz entre? Transmitimos essa luz aos demais? Como?

Oração final:

Senhor: concede-me a graça de que a minha vida seja uma Luz a brilhar para a humanidade. No meio de uma sociedade em que muitos pensam, vivem e agem como se Tu não existisses, ajuda-me a fortalecer a minha fé como uma decisão pessoal que comprometa toda a minha existência. Que o Evangelho ilumine as minhas decisões e o rumo da minha vida.

«Sonho feito realidade»

Tema: O sonho de Maria. Uma missão antiga e atual: fundar a Associação.

Introdução: Em algum momento da sua vida, o jovem passa por uma fase difícil e isso representa tensão na sociedade. Devemos estar atentos às suas necessidades, à evolução da sua própria filosofia de vida e identidade.

Leitura Bíblica: «E, caminhando junto ao mar da Galileia, viu Jesus dois irmãos: Simão, chamado Pedro e André que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. Então, disse-lhes Jesus: “Vinde após mim, e Eu vos farei pescadores de homens”. Eles, imediatamente deixaram suas redes e seguiram Jesus. Seguindo adiante, viu Jesus outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu e João, seu irmão, que estavam no barco com Zebedeu, seu pai, consertando as redes; e chamou-os. Eles imediatamente deixaram o barco e seu pai para seguirem a Jesus» (Mt 4,18-22).

Texto da Mensagem da Rue du Bac: «A Santíssima Virgem quer que se funde uma associação de jovens de Maria, a quem concederá muitas graças».

Para a reflexão:

Querido jovem: a sua vida é um chamado permanente e clama pelo Encontro; sonha e às vezes necessita desesperadamente encontrar-se com alguém que seja sensível aos seus problemas, que lhe escute com paciência, que combine contigo e a quem possas dizer: é meu outro eu, a minha outra metade. Para ser autêntico, o encontro deve cumprir alguns requisitos: empatia intensa, confiança ilimitada, capacidade de escuta, verdade, lealdade, atenção e respeito.

Maria e Catarina conversam pacientemente, sem pressa, olhos nos olhos; revelam os seus segredos, formam uma aliança, possibilitam um encontro que jamais termina e que marca a vida de Catarina de maneira profunda.

Interrogações:

  • Como são os seus encontros dentro da JMV? O que oferece aos demais jovens?
  • Faze algo para facilitar a entrada de outros jovens na JMV?

Oração final:

Através da JMV, podemos chegar aos jovens que se encontram afastados da Igreja, aos que enfrentam dificuldades e aos que fazem uma opção por este projeto de vida. Que sejamos sempre capazes de escutar com o coração os desafios, sonhos e ideais dos nossos irmãos.

«Um desígnio de amor»

Tema: A Medalha

Introdução: Maria apresenta a essência da mensagem cristã por meio da Medalha Milagrosa. O reverso da Medalha expressa o projeto de amor de Deus para a humanidade. O anverso mostra Maria como mensageira privilegiada da ternura de Deus.

Leitura Bíblica: «Amados, amemos uns aos outros, pois o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porquanto Deus é amor. Foi deste modo que se manifestou o amor de Deus para conosco: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por intermédio dele. Assim, nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, considerando que Deus amou dessa forma, nós também devemos amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é aperfeiçoado em nós. Temos certeza de que permanecemos nele, e Ele em nós, porque Ele nos outorgou do seu Espírito. E vimos e testemunhamos que o Pai enviou o seu Filho para ser o Salvador do mundo. Se alguém confessa publicamente que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus» (1Jo 4,7-16).

Texto da mensagem da Rue du Bac: «Formou-se um quadro oval e em torno da Santíssima Virgem as palavras: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”. O reverso deste “quadro” apresentava um M encimado por uma cruz e dois corações, um coroado de espinhos e o outro transpassado por uma espada».

Para a reflexão:

Anverso da Medalha. Maria está em pé, como um peregrino a caminhar, de mãos abertas e disposta a acolher e possibilitar um verdadeiro encontro com o amor de Deus, encontro que nasce de suas mãos. Maria revela a sua identidade. Ela é a Imaculada Conceição que está atenta a todas as nossas necessidades. Ela intercede a Deus por nós e nos escuta, por isso devemos recorrer sempre a Maria. Ela ouve e compreende tudo o que o nosso coração jovem não sabe como expressar e nos guia em direção ao seu Filho: «Fazei o que Ele vos disser».

Reverso da Medalha. O reverso é um presente de amor. Jesus e Maria são amor vivo no meio da humanidade e para a humanidade, amor aos pobres. Apesar dos nossos erros e infidelidades, os corações de Jesus e Maria nunca nos abandonam; amam-nos infinitamente; estão sempre unidos pela vida. O valor de uma pessoa não se mede pela sua aparência, por seus diplomas ou pelo dinheiro que tem: mede-se por sua capacidade de amar. Nada tem valor sem amor.

Interrogações:

  • Jovem Mariano: usa a sua medalha com orgulho o prefere escondê-la? Que significado ela tem para você?
  • E para todos nós, o que significa servir por amor? Assumimos o nosso compromisso com entusiasmo?

Oração final:

Senhor: sei que vens ao meu encontro, olhas nos meus olhos e me dizes que me amas… sinto o Teu amor, quero senti-lo e deixar-me levar por ele, sem reservas, transmitindo-o depois aos meus irmãos. Envia-me e ajuda-me nesta missão.

«O nosso amparo»

Tema: A Medalha, sinal de amor.

Introdução: Maria espera que a sua mensagem não seja esquecida e que a mesma não fique reservada a Santa Catarina, devendo chegar a todos. A Medalha é um sinal que nos ajuda a levar a mensagem de Jesus e Maria aos quatro cantos do mundo.

Leitura Bíblica: «E lhes ordenou: “Enquanto estiverdes indo pelo mundo inteiro proclamai o Evangelho a toda criatura”» (Mc 16,15).

Texto da mensagem Rue du Bac: «E uma voz me disse: “Fazei cunhar uma medalha conforme este modelo. Todas as pessoas que a levarem consigo receberão grandes graças; as graças serão abundantes para os que a levarem com confiança”».

Para a reflexão:

O sentido do uso da Medalha Milagrosa. Na era das tatuagens, talismãs e dos símbolos com poderes ultraterrestres, é preciso esclarecer o significado da Medalha; não se trata de um talismã mágico que afugenta os males, mas um sinal da ternura divina, uma síntese do evangelho.

Portar a Medalha Milagrosa significa estar disposto a ser testemunha e missionário da Verdade, fazendo da mesma o alicerce da nossa vida. A Medalha é uma missão, um presente de Deus. Devemos portá-la com júbilo, como o símbolo da missão que representa: o anúncio do Amor de Deus.

Interrogações:

  • Podemos dizer que a Medalha Milagrosa é o nosso distintivo missionário no mundo. Como realizamos a nossa missão com a Medalha?
  • Que compromisso assumimos com o uso a medalha?

Oração final:

A Medalha simboliza a Boa Nova do Evangelho, que devemos anunciar no mundo inteiro, proclamando e construindo o Reino de Deus. Senhor: quero dar seguimento à Tua obra e contar com a Tua companhia ao longo da minha.

Celebrações

Ambientação: A expressão «Corpo de Cristo» é bastante familiar para os católicos. A Igreja pode ser vista não somente como uma corporação e organização extremamente estruturada e dividida por hierarquias e responsabilidades, mas também como o mistério fundado por Cristo, o que revela uma nova dimensão eclesial para muitos. São Paulo depara-se com essa imagem e aplica a mesma à comunidade cristã. O que realmente importa é a unidade da comunidade e de seus sentimentos. «Agora, porém, há muitos membros, mas um só corpo» (1Cor 12,20).

Reunidos em nome do Senhor: As comunidades que se reúnem em casas particulares sabem que compõem a Igreja, vocábulo grego que significa «aqueles que são convocados». Rezamos como Igreja e isso dá sentido à Igreja. São Cipriano afirma que o cristão reza sempre em plural, independentemente de onde ou com quem reza, pois é membro de uma comunidade à qual foi incorporado por meio do Batismo.

Iniciamos a oração: Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Que a admirável criação não emudeça, nem de dia nem de noite. Que também não emudeçam os astros luminosos, as montanhas mais altas, os abismos do mar, enquanto cantarmos em nossos hinos: ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo (Orações dos primeiros cristãos).

Oramos e acolhemos a Palavra: Senhor: concede-nos a graça de podermos contemplar-Te como Senhor e Mestre de todos e cada um de nós, de Tua Igreja que cresce, torna-se forte e recebe inspiração e ânimo. Prepara os nossos corações para que saibamos escutar as palavras de vida que procedem de Ti.

Leitura da Palavra de Deus: Faz-se um momento de silêncio antes de escutar a Palavra de Deus.

«Porquanto, pela graça que me foi concedida, exorto a cada um dentre vós que não considere a si mesmos além do que convém; mas, ao contrário, tenha uma autoimagem equilibrada, de acordo com a medida da fé que Deus lhe proporcionou. Pois assim como em um corpo temos muitos membros, e todos os membros não têm a mesma função, assim também nós, embora muitos, somos um só corpo em Cristo, e cada membro está ligado a todos os outros. Temos diferentes dons, de acordo com a graça que nos foi dada. Se alguém tem o dom de profetizar, use-o na proporção da sua fé. Se o teu dom é servir, sirva; se é ensinar, ensina; se é encorajar, aja como encorajador; o que contribui, coopere com generosidade; se é exercer liderança, que a ministre com zelo; se é demonstrar misericórdia, que a realize com alegria» (Rm 12,3-8).

Leitura individual e meditativa da Palavra proclamada: Interioriza a Palavra de Deus e põe em prática essa Palavra tua vida. «Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus» (Gl 3, 28). Espírito do Senhor: que a Palavra de Deus inunde e fecunde os corações fiéis chamados por Ti.

Damos a nossa resposta à Palavra com a seguinte oração: A Palavra de Deus fez-se oração no meio de nós. Oremos com todos aqueles que A escutam e põem em prática. Se o texto é uma carta, é preciso lê-la; mas só isso não basta, pois a carta é a Palavra de Deus. Por isso, queremos partilhá-La com os nossos irmãos. Fazendo um aprofundamento da Palavra. Explicação do texto: o corpo é composto de vários membros e cada um destes tem uma função específica. Os cristãos também compõem um só corpo; embora todos sejam necessários, ninguém pode representar o corpo em sua totalidade agindo individualmente. Assim, a vida cristã não se limita à esfera privada da interioridade.

Louvor e Ação de Graças: «Damos-Te graças, louvamos e glorificamos, Senhor, porque Te revelaste não somente no passado, através da Tua vida, morte, das Tuas palavras e dos Teus milagres. Hoje Tu Te revelas no mistério da Tua Igreja, pois Tu, Senhor, habitas nela e estendes o Teu Espírito e a Tua Palavra sobre a mesma; através da Igreja, Tu mostras o caminho da cura, do alívio para todos os sofrimentos; dás origem a um corpo visível que é luz da história, sinal e instrumento da unidade para toda a humanidade, na Igreja e pela Igreja» (Cardeal Martini, Milão).

Simbolismo: Há doze estrelas gravadas na Medalha Milagrosa. Trata-se de uma clara alusão à Mulher do Apocalipse que aparece vestida do sol com uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça; as doze estrelas também podem-nos levar à comunhão da Igreja, fundada sobre o alicerce dos doze.

Envio: Tornar-se discípulo de um mestre tem como consequência o reconhecimento da sua autoridade. Tornar-se discípulo de Cristo faz supor uma entrega radical, uma renúncia total de si mesmo. Assim nasce e cresce a disponibilidade. Como membros da Igreja («Corpo de Cristo») somos enviados e recebemos o encargo de sermos sempre tão verdadeiros e transparentes ao ponto de irradiarmos a imagem de Cristo (cf. Ef 5,27). «Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei eu como sábio construtor, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele» (1Cor 3,10).

Bênção: Enche a minha boca com os teus louvores, Senhor, e os meus lábios com alegria: que possamos cantar a tua glória e o teu poder. Nós te bendizemos, nosso Salvador, Senhor do céu e da terra pela abundância de tua graça. Enche a tua Igreja de tua glória para que ela possa louvá-lo para todo o sempre.

Ambientação: Fazendo uma leitura do segundo capítulo dos Atos dos Apóstolos, descobrimos que a primeira consequência da vinda do Espírito Santo em Pentecostes é a pregação do Evangelho que ocasiona uma conversão massiva daqueles que O escutam. As palavras de Jesus começam a ser cumpridas com a vinda inesperada do Espírito Santo e com essa primeira pregação: «Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra» (At 1,8).

Reunidos em nome do Senhor: Dá-nos, Senhor, o Teu Espírito e que Ele inunde os nossos corações e nos conserve unidos. Concede-nos a graça de vivermos em comunhão de fé e amor fraterno.

Oramos e acolhemos a Palavra: No cenáculo, a Igreja pedia somente uma coisa: o Espírito Santo. Peçamos o Espírito Santo com o dom que em si contém todos os demais dons, de maneira especial o da oração. O apóstolo relembra: «O Espírito mesmo testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus» (Rm 8,16).

Leitura da Palavra de Deus: Faz-se um momento de silêncio antes de escutar a Palavra de Deus.

«E ao completar-se o dia de Pentecoste, estavam todos reunidos num só lugar. De repente, veio do céu um barulho, semelhante a um vento soprando muito forte, e esse som tomou conta de toda a Casa onde estavam assentados. Então, todos viram distribuídas entre eles línguas de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. E todas as pessoas ali reunidas ficaram cheias do Espírito Santo, e começaram a falar em outras línguas, de acordo com o poder que o próprio Espírito lhes concedia que falassem. Ora, estavam morando em Jerusalém, judeus, tementes a Deus, vindos de todas as partes do mundo. Ao ouvirem aquele estrondo, ajuntou-se um grande número de pessoas; e ficaram maravilhados, pois cada um ouvia falar em sua própria língua. Perplexos e admirados comentavam uns com os outros: “Porventura, não são galileus todos esses que estão falando? Como, então, cada um de nós os ouve falar em nossa própria língua materna? Nós que somos partos, medos e elamitas; habitantes da Mesopotâmia, Judeia e Capadócia, do Ponto e da província da Ásia, Frígia e Panfília, Egito e das partes da Líbia próximas a Cirene, e romanos que estão morando aqui, tanto judeus como convertidos ao judaísmo; cretenses e árabes, todos nós os ouvimos discursar sobre as grandes realizações de Deus em nossa própria língua!” E todos estavam absolutamente assustados e confusos, perguntando uns aos outros: “O que significa tudo isto?” Entretanto, outros, para ridicularizá-los, exclamavam: “Esses estão cheios de vinho novo!”» (At 2,1-13).

Leitura individual e meditativa da Palavra proclamada: Ler, escutar, sentir que a Palavra arde em nosso coração. Falemos de Tua Palavra, Senhor, de «todas as palavras desta vida» (At 5,20).

Damos a nossa resposta à Palavra com a seguinte oração: Senhor, recebemos de Ti o encargo de darmos testemunho do Evangelho e de sermos testemunhas e fiéis à Tua Palavra. Manda o Teu Espírito sobre nós e que Ele seja o verdadeiro protagonista da missão. Silêncio.

Simbolismo: Como não possui um rosto determinado, o Espírito é representado de várias formas. As escrituras sagradas e os santos, particularmente, usam termos que evidenciam um grande apreço por Ele. Vejamos:

Espírito criador, Espírito do Pai, Paráclito, Consolador, Espírito da Verdade, Dom de Deus, Luz beatíssima, Espírito vivificante, Fogo, Amor, Dedo do Deus, Doce consolação, Pai dos pobres… Encaminha a tua missão como a de Cristo: anunciar a Boa Nova aos pobres, alentado pelo Espírito, Pai dos pobres.

Bênção:

Senhor: que o Teu Espírito Divino nos dê força para servirmos aos demais; sabedoria para acolhermos a Palavra, pô- La em prática e anunciá-La. Que Deus nos abençoe, derramando sobre cada um de nós o «fruto» do Espírito: Amor, Verdade…

Ambientação: A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé, que pregamos (Rm 10,8). Toda a tua vida pode-se transformar hoje em «sal da terra» e «luz do mundo». O propósito de Cristo pode, assim, ser cumprido: «resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus» (Mt 5,16). Diante da Palavra, a reação de Maria é a mais adequada. Maria é a verdadeira ouvinte que sabe escutar e acolher a Palavra com naturalidade e perfeição. Tentemos ser bons ouvintes e orantes aqui e agora.

Reunidos em nome do Senhor: O Senhor está em nosso meio. Para nós, os cristãos, é muito familiar a saudação litúrgica: «Que o Senhor esteja convosco». Desta forma, afirmamos a presença em nosso meio d’Aquele que «vive pelos séculos dos séculos». Assim como o anjo reconhece a presença de Deus em Maria, reconhecemo-nos templos do Senhor.

Iniciamos a nossa oração com fé. Façamos o sinal da cruz. Desta forma, expressamos que estamos aqui reunidos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Oramos e acolhemos a Palavra: Senhor: concede-nos a graça de compreender a Tua Palavra e transformá-La em luz que irradia o mistério de Maria, a quem confiamos a nossa oração e a oração da JMV do mundo inteiro. Rezamos e recordamos o testemunho de Maria.

Leitura da Palavra de Deus: Faz-se um momento de silêncio antes de escutar a Palavra de Deus: pedir «ouvidos de discípulo».

«Então, no sexto mês, Deus enviou o anjo Gabriel para Nazaré, uma cidade da Galileia, a uma virgem prometida em casamento a certo homem chamado José, descendente de Davi. E o nome da virgem era Maria. O anjo chegou ao lugar onde ela estava e ao se aproximar lhe declarou: “Alegra-te, mui agraciada! O Senhor está contigo!” Diante de tais palavras, Maria ficou intrigada, imaginando qual poderia ser o motivo daquele tipo de saudação. Mas o anjo lhe revelou: “Maria, não temas; pois recebeste grande graça da parte de Deus. Eis que engravidarás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. Ele será Grande, e será chamado Filho do Altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi, e Ele reinará para sempre sobre o povo de Jacó, e seu Reino nunca terá fim”. Então, perguntou Maria ao anjo: “Como acontecerá isso, pois jamais tive relação sexual com homem algum?” Então o anjo lhe esclareceu: “O Espírito Santo virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. E por esse motivo, o ser que nascerá de ti será chamado Santo, Filho de Deus. Saiba também que Isabel, tua parenta, dará à luz a um filho mesmo em idade avançada, sendo que este já é o sexto mês de gestação para aquela a quem julgavam estéril. Porquanto para Deus não existe nada que lhe seja impossível!” Diante disso, declarou Maria: “Eis aqui a serva do Senhor; que se realize em mim tudo conforme a tua palavra!” Em seguida o anjo partiu. O encontro de Maria com Isabel» (Lc 1,26-38).

Leitura individual da Palavra proclamada: Procura repetir lentamente o trecho evangélico, gravando as palavras em tua memória e em teu coração.

Damos a nossa resposta à Palavra com a seguinte oração: A oração é a resposta suscitada pela Palavra de Deus. Ao lermos as Sagradas Escrituras, ouvimos o próprio Deus e damos a nossa resposta por meio da oração. Assim, a oração é imprescindível para podermos dialogar com Deus. A Palavra de Deus sempre pede a nossa resposta.

Fazendo um aprofundamento da Palavra: Explicação do texto: Lucas relata o encontro mais extraordinário que se possa imaginar entre Deus e qualquer criatura humana. Analisando bem o cenário, somente Maria seria capaz de nos comunicar o que realmente aconteceu. Os sentimentos, as atitudes e as reações de Maria estão expressos nos vv. 29, 34 e 35. «Ela, porém, ao ouvir estas palavras, turbou-se muito e pôs-se a pensar que saudação seria essa» (v.29). «Então Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, uma vez que não conheço varão?» (v.34). «Disse então Maria. Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela» (v.38).

Maria fica confusa com a saudação. A pressão que se exerce sobre a jovem humilde de coração é desproporcionada. Mas o anjo confirma a saudação e faz desaparecer todas as suas dúvidas. Além da singeleza da jovem, o diálogo também revela a sua natural curiosidade: «Como se fará isso?» e (o mais importante) a sua capacidade de escutar atentamente a Palavra: «Faça-se em mim segundo a Vossa Palavra».

A explicação do texto inspira novas respostas e dúvidas:

  • Louvor: «Santa Mãe do Redentor, Porta do Céu, Estrela do mar; socorrei o povo cristão que procura levantar-se do abismo da culpa. Vós que, acolhendo a saudação do Anjo, gerastes, com admiração da natureza, o vosso santo Criador, ó sempre Virgem Maria, tende misericórdia dos pecadores» (Antífona Mariana II).
  • Ação de Graças: «É verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo, nosso Senhor. Pela anunciação do mensageiro celeste, a Virgem Imaculada acolheu com fé a vossa Palavra e pela ação admirável do Espírito Santo trouxe em seu ventre com amor inefável o Primogênito da nova humanidade, que vinha cumprir as promessas feitas a Israel e revelar-Se ao mundo como a esperança de todos os povos» (Prefácio da Anunciação do Senhor).

Simbolismo: A Medalha Milagrosa mostra o coração de Maria ao pé da cruz numa atitude de acolhimento, meditação e obediência à fé. O coração de Maria junto à cruz sugere a atitude que Maria sempre adotou, acolhendo a vontade do Pai e meditando a Palavra de Deus em seu coração.

Envio: Maria, discípula de Cristo, intercede a Deus por nós para que vivamos o nosso apostolado sendo fiéis ao Evangelho. Maria, cheia de graça e do Espírito Santo, roga por nós para que, uma vez enviados, sejamos «sal da terra e luz do mundo».

Bênção: Senhor: derrama sobre mim muitas bênçãos e graças. Que os meus lábios nunca se cansem de louvar-Te. Amém.

Ambientação: O Evangelho é a Boa Nova, uma mensagem de libertação, luz e amor. Um amor que tem como principais destinatários os oprimidos, os pecadores e os doentes. Admiremos e acolhamos esta Boa Notícia de libertação, de luz e de caridade: «Não me basta amar a Deus, se o meu próximo também não O ama». Se quisermos estar com Cristo, como São Vicente de Paulo, devemos abrir o nosso coração cada vez mais; isso significa contribuir para que o Evangelho de Cristo seja propagado.

Reunidos em nome do Senhor: Oramos como os primeiros cristãos: «Senhor, olhai com bondade o vosso povo. Concedei-nos o Vosso Perdão e a Vossa Misericórdia. Tende piedade de nós e dai-nos os dons da Bondade, da Sabedoria e da Pureza de coração. Mandai-nos o Vosso Espírito para que nos tornemos santos e imaculados» (Orações das primeiras comunidades cristãs)

Iniciamos a nossa oração: Jesus falou no passado e continua a falar no presente; Suas palavras não perderam força. Louva e dá graças a Deus porque Ele revela-Se à humanidade. Quem pode duvidar de que a Palavra de Deus habitou profundamente o coração de são Vicente?

Leitura da Palavra de Deus: Faz-se um momento de silêncio.

«Certa vez, um advogado da Lei levantou-se com o propósito de submeter Jesus à prova e lhe indagou: “Mestre, o que preciso fazer para herdar a vida eterna?” Ao que Jesus lhe propôs: “O que está escrito na Lei? Como tu a interpretas?” E ele replicou: “‘Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e com toda a tua capacidade intelectual’ e ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’”. Então, Jesus lhe afirmou: “Respondeste corretamente; faze isto e viverás”. Ele, no entanto, insistindo em justificar-se, questionou a Jesus: “Mas, quem é o meu próximo?”. Diante do que Jesus lhe responde assim: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó, quando veio a cair nas mãos de alguns assaltantes, os quais, depois de lhe roubarem tudo e o espancarem, fugiram, abandonando-o quase morto. Coincidentemente, descia um sacerdote pela mesma estrada. Assim que viu o homem, passou pelo outro lado. Do mesmo modo agiu um levita; quando chegou ao lugar, observando aquele homem, passou de largo. Mas um samaritano, estando de viagem, chegou onde se encontrava o homem e, assim que o viu, teve misericórdia dele. Então, aproximou-se, enfaixou-lhe as feridas, derramando nelas vinho e óleo. Em seguida, colocou-o sobre seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele. No dia seguinte, deu dois denários ao hospedeiro e lhe recomendou: ‘Cuida deste homem, e, se alguma despesa tiverdes a mais, eu reembolsarei a ti quando voltar’. Qual destes três te parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes? Declarou-lhe o advogado da Lei: “O que teve misericórdia para com ele!” Ao que Jesus lhe exortou: “Vai e procede tu de maneira semelhante”» (Lc 10,25-37).

Leitura individual e meditativa da Palavra proclamada: Presta atenção em cada um dos personagens da parábola. No final da parábola, o doutor da lei recebe uma resposta magistral: «Vai, e faze tu o mesmo». Aparentemente, o doutor da lei nunca deixou de cumprir os mandamentos de Deus, mas expressa sua preocupação por saber o que deve fazer para ganhar a vida eterna. Jesus conta-lhe uma parábola cuja mensagem ordena empreender um novo caminho. São Vicente empreendeu o caminho indicado, fazendo uma opção pelos mais pobres. Analisando a Palavra de Deus, sentiu o chamado divino: «Vai e faze tu o mesmo».

Damos a nossa resposta à Palavra com a seguinte oração: «Vai e faze tu o mesmo». A Palavra de Deus exige uma resposta, uma opção. Aqui estou, Senhor, disposto a empreender o mesmo caminho do bom samaritano. Sinto a Tua presença no bom samaritano, em suas atitudes de compaixão e acolhimento. Concede-me a graça de interpretar esta parábola com a minha própria vida, como fez são Vicente de Paulo.

Fazendo um aprofundamento da Palavra: Deus revela-se para mim através dos meus irmãos. Assim, devo amá-los de todo o coração, com toda a minha alma, com todas as minhas forças e com toda a minha inteligência.

Envio: «Vai e faze tu o mesmo». São Vicente de Paulo também te envia: «É verdade que fui enviado, não apenas para amar a Deus, mas sim para fazer com que O amem».

Vocabulário de Apoio:

  • Ação de Graças: A ação de graças é a inspiração divina através da qual se conhecem certas coisas; é a exteriorização daquilo que se experimenta na alma.
  • Louvor: O louvor confere ânimo ao ser humano. Louvar a Deus não deve ser uma prática ocasional, mas uma constante ao longo da vida do homem; deve ser uma prática habitual em sua passagem pela terra.
  • Corpo: Os cristãos alcançam a comunhão com Deus através do Corpo de Cristo. Desenvolvendo os dons que lhe foram concedidos pelo Espírito para serem usados em prol dos irmãos, realizam a mesma unidade de uma parte do corpo humano ao desenvolver suas diversas funções de forma coordenada com as demais partes do corpo humano (cf. 1Cor 12,14-26).
  • Símbolos: Toda e qualquer oração possui uma dimensão simbólica, pois o homem chega a Deus e entra em sintonia com Ele através dos símbolos.

Os Evangelhos descrevem singela a espiritualidade de Maria de forma singela: «ouviu a palavra de Deus e a observou» (cf. Lc 8,19-21). São Vicente recordava aos seus seguidores que «Maria, mais que qualquer outro fiel, captou o sentido do Evangelho e deu testemunho do mesmo» (SV. XII, 129 / ES XI, 428).

O paralelismo entre a oração e a ação é um dos elementos mais importantes para uma espiritualidade autêntica. São Vicente tinha uma profunda convicção de que, para viver de forma equilibrada, a oração e a ação devem respirar juntas, como os pulmões de um corpo. A oração separada da ação pode se desfigurar e acabar sendo uma fuga da realidade; pode-se dissolver em fantasia ou criar ilusões de santidade. Por outro lado, a ação sem a oração torna-se superficial, «compulsiva», tóxica. A espiritualidade alcança o seu equilíbrio quando há uma harmonia perfeita entre oração e ação.

A espiritualidade genuína transforma a nossa humanidade, faz com que sejamos mais amáveis e atenciosos com os nossos irmãos; estabelece em nós a vontade de «servir e não de sermos servidos» (cf. Mc 10,45) e a convicção de que «É maior felicidade dar que receber» (At 20,35); leva-nos a sermos missionários no mundo inteiro. Na oração, ouvimos a voz de Deus que nos chama a sairmos e servirmos aos demais, partilhando a Boa Nova com eles «através de obras e palavras», como são Vicente gostava de dizer.

Finalizando este livro, rezo para que todos os que façam uso dele assumam a oração como uma prática incessante em sua vida e para que prosperem dia-a-dia, iluminados pelo Espírito Santo e dispostos a servir e a ser missionários do Senhor no mundo inteiro.

Robert P. Maloney, CM

  • Hors Série Les Rayons, Le message de Catherine Labouré : dynamique de vie, Graphic Express, Paris, 1992.
  • Congregación de la Misión, Orar en nuestras comunidades, Tomo 2, CEME.
  • DE DIOS Vicente, CM, La Medalla Milagrosa: doctrina y celebración, CEME, Salamanca, 1986.
  • FERNÁNDEZ MÁRQUEZ Manuel J., Vida y contemplación, San Pablo, 1988.
  • SESBOÜÉ Bernard, Creer (invitación a la fe católica para las mujeres y los hombres del siglo XXI), San Pablo, 2000.
  • GIBSON Audrey and KNEAVES Kieran, Praying with Louise de Marillac, Saint Mary’s Press, 1995.
  • ALDERMAN Margaret and BURNS Joséphine, Praying with Elizabeth Seton, Saint Mary’s Press, 1992.
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